terça-feira, 28 de setembro de 2010

to be??!

Auto-suficiência?
Nunca fui devidamente apresentada a ela,
ou fui e me assusta a solidão que ela me trás....
o sol nunca teve realmente uma luz própria
não me orgulho...(nem um pouco)
mas metade de mim eh movida por ''afagos''
talvez o ''me calar'' sejam gritos
sim, gritos de existência.
Perceber que o problema esta em vc é ruim
saber que vc não pode botar a culpa no viadinho da esquina ou no tio da padaria
é frustrante,
saber que isso só vai mudar quando vc mudar
é assustado
saber que todaa essa bobagem escrotal é mima e medo da solidão
eh massacrantee
vc se sente fútil, pequeno, frágil
ou vc simplesmente se sente um espectador
e saber que todo mundo que ler isso
vaii dizer
'Nossa, que toscaa''
não me importa muitooo....

Bom, não tinha mesmo nada a dizer

domingo, 19 de setembro de 2010

' prepotência e ousadia'
talvez qualidades

Metade'

''Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também. ''
Oswaldo Monenegro

Afago'

o bebe chora,
talvez seja fome!
ele não aceita o alimento oferecido
talvez esteja sujo!
não, não estava.
ele começa a chorar desesperadamente
não mais sabia o que fazer
o que ele tinha?
ninguém sabia, nem mesmo médicos
então depois de um simples afago da mãe
o ''silencio é ouvido''
era isso que ele precisava o carinho
o amor..
ele precisava da mãe....
precisava se sentir protegido embrulhado com um abraço quente
só era necessário um toque
uma demonstração...
um sorriso de admiração
agora
a mãe que chora,não por fome ,''por amor''